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Sábado passado, no meu grupo de amigos ( os que se alimentam de futebol) entramos em litígio sobre o que é (ou implica) um acto deliberado em que o jogador toca a bola com a(s) mão(s), em foco estiveram os lances dentro da área.

 

A lei diz que tocar a bola com as mãos implica um acto deliberado em que o árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios:

  1. O movimento da mão na direcção da bola (e não a bola na direcção da mão);
  2. A distância entre o adversário e a bola (bola inesperada);
  3. A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infracção;
  4. O facto do contacto com a bola ser feito com um objecto que tem na mão, ou através de um objecto lançado com as mãos (peça de vestuário, caneleira, etc.), não deixa de constituir infracção.

 

Na minha opinião a lei não é muito clara em relação a aspectos como o facto de ter o braço junto ao corpo ou os braços afastados. Salienta-se o facto de, para ser penalti, tem de haver um acto deliberado, ou seja, alguma intencionalidade em usar o braço na jogada. Como tal, abrir os braços durante um salto para impedir por exemplo um centro, pode ser considerado uma intencionalidade como também um movimento normal dinamico e fisico dos braços do jogador para a jogada. Na minha interpretação da lei, estas situações podem ser muito bem passíveis de grande penalidade.  Fica ao critério do árbitro.

 

Quanto à distância, fica ao critério do  árbitro. Decidir se a distância é curta o suficiente para que qualquer movimento da mão em relação à bola não seja considerado intencional, uma vez que o tempo decorrido é menor que o tempo médio de reflexos do jogador. Só a partir do tempo médio de reflexos do jogador é que se pode dizer que qualquer movimento de braços do jogador é consequência directa da sua intencionalidade para com a jogada.

Em resumo e no meu critério: é penalti só se o jogador mexer o braço com intenção de tocar a bola, independentemente de onde se situar o braço (junto ao corpo ou afastado).

 

O problema são os critérios: e cada árbitro tem os seus, ou o problema é a lei que não é muito clara?

 

Os tira-teimas ficaram com cada um nós, sem afectação ou glorificação, cada qual tomou sua opinião em situações/exemplos surgidos ao longo do litígio. E como divergimos!

Não estou aqui a fazer  a defesa dos árbitros, porém o critério para assinalar uma grande penalidade neste tipo de lances deveria ser mais uniforme, estabelecer um padrão homogêneo. E nisso a arbitragem no Reino Unido dá baile a todos.

Porque estabelece padrões ( não vou discutir se concordo ou não com os padrões tomados), e a toda arbitragem segue-os. Toma-os como regra. Não é por bobeira, ou à toa que conseguimos chamar ou identificar uma arbitragem à inglesa. E não conseguimos fazer com outras "nacionalidades do apito" porquê?

Os árbitros ingleses são a referência, não pelas suas craveiras, ou performances individuais porque também tomam decisões incorrectas, mas pelos parâmetros/ critérios definidos na interpretação das leis do futebol homogêneos entre todos os árbitros. As tomadas de decisão pelos  árbitros em Inglaterra em determinados tipos de lances são muito mais aproximadas entre si.

E era isto que gostava de ter em Portugal, critérios mais aproximados entre os senhores do apito. Devemos aprender com os melhores.

 

Eternamente Sport Lisboa e Benfica

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publicado às 11:56



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